CIÊNCIA atual ACÉFALA

 Para os que apoiam o tratamento precoce. Só quem está na linha de frente com o Covid deveria falar em 1º lugar: fomos pegos desprevenidos com esse “vírus de laboratório” e não sabíamos o que fazer. Minha Clínica Antrop transformou-se num hospital de Covid (já disse isso) e de todos tratados somente 2 precisaram hospitalização — afinal não existe 100% em resposta individual. Os pacientes pós Covid estão agora apresentando sequelas, nova situação que exige atuação rápida. 


Mas como a MA se baseia da “dedução”, fizemos a análise dos fármacos que funcionam para ter uma resolubilidade melhor. Por isso não somos negacionistas e propomos a vacinação com o Viscum, que aumenta os anticorpos sem correr o risco de efeitos colaterais.

Estamos vivendo sob a égide da Ciência Indutiva, que se baseia somente no empirismo (experimentação): primeiro pesquisa e depois raciocina. Ou melhor, nem raciocina --- pois, como diz Francis Bacon, pai da ciência moderna: "temos que nos contentar com o que a mesa de laboratório diz e não ter o labor da mente" (Novum Organum) --- e seu resultado final passa pela estatística correlativa: quando correlacionam-se dois parâmetros = remédio X placebo (randomizado duplo cego), baseado nos trabalhos de 1935, pelo estatístico britânico Ronald Fischer (The Design of Experiment) e pelo psicólogo alemão Karl Duncker (Zur Psychologie des produktiven Denkes). 


Nos primórdios existiam dois modos de ver os fenômenos: pelo sagrado e pelo profano. Se quiser podemos nomear: medicina Ayrvédica e medicina Rigvédica, respectivamente, na Antiga Índia. E toda sociedade usufruía das duas: para tratar com o "sacerdote" o lado espiritual no templo de cura ou com o "curandeiro" o seu curativo. Só que em 666 d.C., na Universidade de Gundishapur (Gundi = grande / Sha = monarca / Pur = seu nome) na Pérsia e depois em Bagdá, o sagrado foi execrado do mundo conhecido. Somado com a invasão turaniana (mongólica) nessa região, somou-se a "medicina do corte", baseada em rituais sacrificiais de morte.


Além disso, nessa Uni foi traduzida "deturpadamente" a obra do pai da Ciência (Aristóteles) ao árabe, com viés islâmico. Do "monismo" (Deus e eu somos um), "dicotomizou-se" (Alá está no céu e eu sofrendo nesta terra imunda) o modo de ver e atuar do ser humano. Assim, esse modo de pensar sunita (seguidor do califa Hahrum al-Rashid) entrou na Europa pela Península Ibérica com avidez de levar seu legado tecnicista-materialista para o mundo. A invasão islâmica espalhou mundo afora através das Universidades --- e a de Paris, encontrou uma parede intransponível com Tomás de Aquino, que tentou resgatar o aristotelismo para dentro do domínio da Igreja (trazer o monismo de novo) --- mas não conseguiu, pois o materialismo ganhou mundo. 


E hoje vivemos uma Ciência Acéfala, indutiva, empírica, fundamentalista, hegemônica, sunita (ou xiita - por ser radical), que arrota conhecimento de fachada, que não sabe fazer hipótese nenhuma, pois se fixa somente na experimentação e estatística correlativa.


Enquanto não resgatarmos a Ciência Dedutiva Aristotélica, viveremos essa arrogância dos pseudo-cientistas, que ditam a cartilha do "dogma científico". Mas como Steiner disse, que o mundo só mudará, só dará um passo para a humanismo que nos falta, quando a Ciência concordar que "não existe nervo motor".

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