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Estamos findando mais um ano.

 Estamos findando mais um ano. Nunca nos sentimos tão chacoalhados como nesta virada do tempo. “O rei ficou nu” — nós é que estamos assustados com tudo isso. Igual a uma doença que nos obriga a parar e a refletir: o quê está acontecendo comigo e com o mundo?  Assim como existe doença no organismo humano, existe doença no “organismo social” — como Platão diz: “há na cidade (pólis) e na alma de cada indivíduo as mesmas partes e em número igual” (Rep. 441c).  Precisamos repensar nossos conceitos, nossos sentimentos e nossas atitudes, para que possamos levar novos conteúdos para o mundo, para a sociedade. Afinal “o homem é a medida de todas as coisas”, sentencia Protágoras (450 a.C.). E não simplesmente deixar que o materialismo invada nosso interior, como está acontecendo e vai se intensificar (A.I., 5G, muitas profissões vão findar etc). Temos que pensar o amanhã, como Johann Gotliebe Fichte fala: agradecer pelo progresso e devolver à humanidade como “letrados” nosso conhec...

Qual a relação do etérico com o pensar?

Qual a relação do etérico com o pensar?  Na infância ele expressa vitalidade nos membros. Tanto que a criança não cansa de cair e levantar, mexer nos objetos etc. Essa força vital é metamorfoseada no adulto para servir de “base para o pensar dedutivo” — o pensar materialista não usa etérico, porque se fixa só na “observação ou evidência” (condição pré científica).  A parte mais importante da dedução: alinhavar os argumentos até chegar à uma hipótese dedutiva ou “experiência de ordem superior” (Goethe) — este patamar temos que parar e gerar um “vazio mental” (como não existe vazio no universo) para deixar o mundo espiritual penetrar nele = chama-se “inspiração” (Steiner). Esta é a meta da dedução = caminhar para a inspiração, o patamar mais alto que podemos chegar como ser humano; abrindo a porta para a “intuição”, quando seres espirituais nos abençoam com sua presença.  Portanto, dos três passos da metodologia dedutiva goethiana: “Observar - intelectualizar - intuir” — te...

As FORÇAS da SEDUÇÃO

 As FORÇAS da SEDUÇÃO  Desde o Paraíso somos tentados pelos dois seres da sedução. Qual a finalidade deles? Gerar polaridade ao bem, para que adquiríssemos a “liberdade”. Só nós humanos somos livres para fazer o que quisermos. Se fôssemos criados só pelo Bem, seríamos também bonzinhos — mas não livres. Esses seres foram também seduzidos por outros mais elevados (Dynamis) para que se aproximassem dos seres humanos numa fase planetária anterior Lunar.   Esses seres penetram no ser humano a partir de fora de duas maneiras. Por onde eles entram e onde atuam? Como usar essas forças para o Bem? Como resgatar (salvar) o mal? Venha participar do II Congresso, para termos continuidade desse importante tema para nossa vida e para o futuro da humanidade.  Antonio Marques

MITO da CAVERNA

 MITO da CAVERNA  Imagine se estivéssemos numa enorme gruta escura debaixo da terra, acorrentados nas pernas e no pescoço desde a infância e sendo obrigados a olhar sempre para frente, para um paredão onde se projetassem sombras de uma fogueira? A única verdade para nós seriam aquelas imagens projetadas — as quais começaríamos “nomeá-las” — e nem perceberíamos que estávamos presos; e inclusive ficaríamos contentes por isso, com disputas acaloradas de quem conseguisse distinguir mais vultos.  Mas um indivíduo insatisfeito com essa condição quebra os grilhões e começa a rastejar em direção à outra fonte de luz que chega da boca da caverna. De subida íngreme, sua escalada é com grande sacrifício, até adentrar num outro mundo fantástico e colorido. Teve que se adaptar à intensa luz; e depois de saborear essa maravilha, sentiu-se frustrado, por não poder dividir essa felicidade com ninguém. Resolve voltar para a caverna para levar a boa nova…. Mas a descida pelo buraco escarpa...

Todo trabalho é espiritual e não pode ser pago.

 Todo trabalho é espiritual e não pode ser pago. O que é remunerado é o produto do trabalho — e não o trabalho em si. Todos trabalhos são dignos e importes; e é a forma de atuarmos no mundo com moralidade. O espírito se realiza no mundo através do trabalho. Só que devido à nossa evolução materialista (para o fundo da matéria), destilamos nosso egoísmo em alto grau e queremos usufruir o máximo na competição do mercado. Assim, como “produtor”, estabeleço meu preço e divulgo meu trabalho como o melhor. Isso é o que praticamos hoje: meu egoísmo jogado no mundo. O que deveria ser trabalhado dentro de mim como alma, vomito como “poder - mentira - raiva”.  Mas um dia aprenderemos que precisamos ouvir o “consumidor”, a outra ponta do mercado. Quando esse tempo chegar, Steiner sugeriu constituir Associações Econômicas, quando se sentarão “produtor - comerciante -  consumidor” para um diálogo associativo, para se chegar a um preço justo das mercadorias.  Antes temos um dever: ...

INSTINTOS ANTIGOS enfraquecem o PENSAR SOCIAL

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 INSTINTOS ANTIGOS enfraquecem o PENSAR SOCIAL Este é o alerta de Steiner sobre nosso ponto de vista inadequado para abordar o organismo social. Quando se fala em Vida Cultural, muitas pessoas relacionam com arte, dança, pintura etc. Ou então com colóquio filosófico ou com ministério da cultura etc.  Não é nada disso.  Cultura traduz o espírito empreendedor humano se materializando no mundo — quando o Eu se realiza na vida. Tudo que se constrói, que se cria, que se cultiva … é Cultura. É o indivíduo moralmente produtivo atuante.  Só que no mundo não existe ainda um órgão autônomo para representar o indivíduo na sociedade, que possa investir nele com ajuda financeira se necessário para alavancar seu objetivo de vida. Estou falando de Banco Social, que deveria ser um departamento deste Conselho Cultural para ajudar o bom empreendedor moral. O Banco Social deve ficar nas mãos da Vida Cultural e não do Estado, que não é de sua alçada.  As pessoas estão tão polarizad...

PODER MODERADOR — exigência da nossa época

 PODER MODERADOR — exigência da nossa época  Estamos passando por uma crise institucional ímpar, com disputa de poderes entre executivo, legislativo e judiciário, com apelo às Forças Armadas para agirem como “força moderadora”; ou o STF extrapolando sua função constitucional e se colocando como norteador da moralidade social. Isso tudo decorre da falta de compreensão do que seja um organismo social saudável.    A “polaridade” na política se extrapolou para a sociedade e tenderá a se recrudescer daqui para frente, se não resgatarmos o organismo social sadio nas suas três esferas, que se denomina de “trimembração do organismo social”, através da criação do “Conselho Cultural do Brasil (CCB)” pelo Congresso Nacional, para tornar viável a vida cultural no seio da sociedade, como representante do indivíduo (liberalismo). Dessa maneira o primeiro membro social servirá de norteador das forças sociais e produtivas.   Isso se faz necessário porque daqui para frente, pós-...